Living in the past

| February 2nd, 2010

Se você continuar vivendo no passado vai terminar cagando nas calças e tendo que usar fraldas. :D

ipad

A Jobs well done! Pra variar o Steve Jobs sempre faz melhor que o Bill.

E a macacada se achando…

| January 9th, 2010

Poderia ser pior!

| January 4th, 2010

Todos os dias, pela manhã, abra os olhos e encare sua vida. Se você a transformou numa cagada, ao menos pense: o papel higiênico talvez seja Personal!

(este post nâo tem o patrocínio da Santher, mas seria um grande comercial, não acham?)

QUERO UM DESSES !

| December 30th, 2009

courier

Muuuuito. :D

Clique na imagem para ver mais. Tem inclusive um video que dá pra ter a idéia e ficar babando. Parece que o Tio Bill e a PequenoMole vão matar a pau. Acho difícil a Apple ou o Google fazerem algo melhor. Talvez semelhante…

Veremos, dizia um cego.

VERANEIO NO R. G. DO SUL

| December 29th, 2009

Gostei do texto, e é a mais pura verdade!

Para conhecimento nacional e reconhecimento regional:

Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.

Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, reentrâncias ou recortes.

Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro. Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.

Característica nossa, não gostamos de intermediários.

Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia.

Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.

O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.

É marrom!

Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.

O nordestão é vento com grife e estilo… estilo vendaval.

Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.

Outra coisa: nosso mar é pra macho!

Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e… lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.

O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.

E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.

Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!

Atenta a essas questões, nossa indústria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a quinhentos metros da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados.

A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.

Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.

Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.

O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro.

Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.

Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias.

Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.

É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.

Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite.

E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.

Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo:

- Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!

Paulo Wainberg

Sou gaúcho de Porto Alegre e libriano, se é que isso tem alguma relevância, ganho a vida material como advogado e usufruo a vida de verdade como escritor. Livros publicados são dez, os mais recentes: Nem tudo é podre no reino do lixo (romance, Ed. Mercado Aberto), A mãe judia o gênio cibernético e outras histórias (crônicas e contos, Ed. AGE) e Os malditos (romance, Ed. Bertrand). No prelo, a sair em breve, Um outro vagabundo toca em surdina (crônicas, WS Editora). Adoro escrever crônicas, costumo dizer que é quando consigo ser um personagem de mim mesmo, entende? Você não está interessado no meu estado civil, na minha idade e no número do meu CPF. Se quiser saber não tem problema, pergunte que eu conto. Não tenho livro de cabeceira, porque não tem cabeceira na minha cama. O meu domingo perfeito será quando eliminarem as segundas-feiras e o meu sonho de consumo é inconfessável. Eu me acho bonito, sensual, inteligente e modesto e daqui a dez anos não tenho a menor idéia do que estarei fazendo. Sabe o que me tira do sério? Uma boa piada e meu herói da adolescência foi meu pai, mas só descobri isso muitos anos depois. É isso.

BOCHA

| December 23rd, 2009

Lembro de que quando jogava bocha, se os adversários tivessem lançado as bolas e elas ficassem igualmente longe, alguem dizia “Su” e se o outro concordasse e dissesse também, a jogada era cancelada e todos jogavam de novo.

“Su” é o ctrl + Z da bocha.

Final de ano…

| December 22nd, 2009

Correria total, trocentas motos na oficina!

A saga continua! Ao observar a Norma, resolvi recomeçar a escrever minhas bobagens diárias, mas antes disso eu tinha que resgatar os vários anos de crônicas (*) que eu tinha, mas havia um pequeno pobrema o arquivo do banco de dados (sql) era enorme e antes de completar o upload o servidor dava um timeout e parava tudo.
No domigo procurando no oráculo dos geeks, o Google, achei a solução postada por uma nobre alma, como soi acontecer no mundo virtual. Sempre alguém que sabe algo escreve em algum lugar do mundo e quem sabe procurar, acha.
Após algumas horas de tentativas consegui por tudo de volta online. Sobraram ainda alguns caracteres que na importação vieram errados, mas vou corrigindo aos poucos. O principal está aí. Meus 700 leitores diários após tanto tempo fora do ar sumiram e talvez voltem, talvez não, mas a finalidade da Coluna Digital foi ter um local para minha própria diversão. Os leitores que por acaso gostaram e voltaram certamente se divertiram também. Quem não gostou vá sentar no colo do vice presidente da Arbortext! Se detestou clique aqui e sinceramente

O título e a categoria a que pertence o post refere-se ao livro “Zen e a arte da manutenção de motocicletas’.
Mais explicações no post que deu origem a série, que pode ser lido aqui.

(*) crônica é uma doença que não é resolvida em 3 meses. Como a minha dura muuito mais que isso, já se pode chamar incurável.
Ah e também é o comentário noticioso de fatos, que vive do quotidiano mas não visa a informação. Pode ser uma espécie de narração de acontecimentos, uma apreciação de situações ou, na definição tradicional, assumir-se como relato histórico .

fucaO besouro, pelas leis da aerodinamica, não teria condições de voar. Mas, como ele não conhece essas leis, simplesmente bate as asas e voa.
Ao postar sobre os Land Rovers, abaixo, lembrei da época em que andava diáriamente num fuca (1) em estradinhas de terra. Por livre associação, em conexões que os neurõnios fazem por conta própria, lembrei também dessa frase do besouro. Talvez porque o Volkswagen era e é chamado de besouro ou talvez pela sua (dele, o besouro) impossibilidade teórica de voar, para a qual ele não tá nem aí. Explico, ou melhor, conto o causo: Voltava para casa. Quase não havia poeira na estrada porque tinha chovido no dia anterior. Adiante vi uma placa, indicando desvio, logo antes de uma ponte. Apontava para uma estradinha improvisada à esquerda. O motivo do desvio era a ponte de madeira que tinha caído. Finalmente agora fariam uma de concreto,pensei, pois aquela era muito insegura para um rio daquela largura. Bueno, joguei o fuquinha barranco abaixo no tal desvio. Após alguns metros pelo meio de uma picada ela desembocava no rio. Uns 15 ou 20 metros além saía do outro lado. Parei alguns minutos, desci e fui até a margem. Parecia fundo, mas se tinha a estrada era porque dava prá passar, calculei. Voltei pro fuca, sentei, pus na primeira marcha e lembrei que não podia de nenhuma maneira parar de acelerar, senão a água seria aspirada pelos canos da descarga. Quando o carro entrou no rio a correnteza estava forte. Os pneus que faziam barulho nas pedras do leito ás vêzes silenciavam pois o carro flutuava por alguns segundos. Felizmente logo encostava no chão novamente. O acelerador sempre mantendo as rotações em alta. Não podia trocar de primeira para segunda pois certamente o motor sugaria água pelo escapamento. Bem ou mal estava indo para frente, meio carro, meio barco. O fuquinha fazia valer a sua fama. Mais umas duas ou três flutuadas e cheguei do outro lado. Rodei alguns metros dentro de uma picada no mato e saí na estrada principal. Dezenas de carros e um ônibus estavam parados, com os motoristas num grupo, no meio da estrada discutindo, quando o fuquinha beje surgiu do meio do mato. Todos me olharam incrédulos. Eu tinha atravessado o rio! Parei, desci e perguntei pro grupo o que tinha acontecido. Apesar da resposta óbvia me perguntaram como tinha atravessado. Disse que pelo desvio. Mais outra pergunta com resposta óbvia: “Pelo rio?” Claro né, por onde mais? Um deles olhou e mostrou pros outros a marca que a água tinha feito no carro embarrado. Do lado da correnteza tinha faltado uns 5 centímetros para alcançar o vidro da porta. Mais olhares incrédulos. Terminei sabendo que estavam todos ali hà quase uma hora e que ninguém ainda tinha se animado a passar. Estavam esperando a correnteza diminuir. Tinha chovido muito na noite anterior. Minha cara, com um meio sorrisinho que não estava conseguindo evitar, já estava incomodando os caras. Desejei boa sorte entrei no carro e tratei de me escafeder dali.
Depois pensei: A placa indicava desvio. Não tinha ninguem parado. Parti do pressuposto que era comum atravessar e atravessei. Foi algo tipo a frase do besouro. Com um besouro.

(1) carro popular da Volkswagen, conhecido no Brasil como Fusca, aqui nos pampas sempre foi chamado Fuca. Se bem que a televisão está modificando isso entre os jovens.

(Radio Paradise) – Yoshida Brothers – Oh My Love